O que você costuma fazer para diminuir o consumo de água e energia? Uma das coisas que eu mais odeio é quando eu ando a pé e vejo as pessoas lavando as calçadas e os carros. Eles gastam litros e litros de água simplesmente para ter o carrinho lindinho para passear. Lógico que é necessário lavar o carro às vezes, mas pode se usar baldes ao invés de mangueira (que gasta muito mais). Outra coisa é lavar a louça e deixar a água lá… correndo pro ralo. Não suporto!

Fiz uma matéria (publicada na edição 71 da revista Expressão) que apesar de ter vínculo comercial, é interessante.

energia solar

QUE VENHA A ÁGUA QUENTE

Sistemas de aquecimento solar e trocadores de calor garantem água aquecida, não agridem o meio ambiente e ainda geram economia para o consumidor

Por: Ana Paula Todisco


Se você não abre mão de lavar a louça com água quente, tomar um banho morno e entrar numa piscina com temperatura agradável, saiba que existem alternativas para quem quer colaborar para um Planeta Terra mais saudável.

Equipamentos como aquecedor solar e trocador de calor se adaptam perfeitamente a qualquer projeto de aquecimento e proporciona máxima eficiência e economia de até 70% no caso dos sistemas de aquecimento solar e de 60% no dos trocadores de calor. Para quem não conhece, o sistema de aquecimento solar é formado basicamente por placas coletoras e um reservatório térmico. As placas captam a radiação solar transmitindo-a para a água. A água aquecida é armazenada no reservatório térmico, e pode chegar aos 70°C, sendo mantida em temperatura estável por até doze horas. Mas o que acontece se o dia estiver nublado? Segundo o diretor comercial da Ouro Fino, Demétrio Cabello, os reservatórios térmicos são equipados com um sistema auxiliar que garante água aquecida mesmo nos dias nublados.

O Brasil é um dos países com maior incidência solar do mundo, tendo regiões que apresentam sol quase o ano todo. O custo destes equipamentos não é tão alto considerando a contrapartida ambiental e econômica do consumidor. Para o diretor da Alternativa Energia – empresa especializada em projetos solares -, Francisco Gomes, o investimento varia de acordo com o tamanho do projeto e do número de pontos de água quente. “A escolha pelo menor preço do equipamento deve considerar a melhor relação custo/ benefício. Mas o valor menor gira em torno de R$ 2.500 a R$ 3.500”, explica. Dependendo do tamanho do projeto, o investimento pode ser recuperado em dois ou três anos. Isso faz com que, além de residências, indústrias também venham a se interessar pelos aquecedores solar. No uso industrial, este sistema fornece água pré-aquecida para as caldeiras que gera uma redução no consumo de gás ou óleo combustível. “As empresas começaram a adotar o aquecimento solar. Elas estão percebendo que a tecnologia é viável, não somente para o aquecimento da água com fins sanitários, mas também como auxílio nos processos industriais, gerando ganhos ambientais e uma grande redução no custo operacional”, ressalta o engenheiro Márcio Takata, diretor da Enova Solar, empresa especializada em projetos de aquecimento solar residenciais e industriais.

Além do uso residencial e industrial, os aquecedores solar, também podem ser usados para aquecer a água das piscinas, mesmo em clubes ou academias. Já existem modelos específicos para essa finalidade, e esse tipo de aquecedor dispensa o uso de estrutura metálica e de canos de cobre, permitindo o uso do cano de CPVC para água aquecida e a instalação diretamente no telhado. A água chega a uma temperatura máxima de 35°C.

Já o trocador de calor, apesar de ser um equipamento elétrico, não utiliza a energia elétrica para aquecer a água. Seu funcionamento se assemelha ao de um ar-condicionado ao contrário, pois ele retira o calor do ar e joga para dentro da piscina. O aquecimento acontece pela troca de calor. A instalação deste tipo de aparelho é bem simples, necessitando apenas de uma área aberta para captação constante do ar, podendo ser feita tanto em áreas internas como externas. “É um sistema moderno, muito eficiente no frio e mais econômico que os aquecedores elétricos convencionais. As temperaturas alcançadas variam de acordo com o tamanho da piscina, mas giram em torno de 30°C, temperatura recomendada para áreas externas, e até 36°C nas áreas fechadas, como clubes e academias”, explica Cabello.

Em muitas cidades e estados do Brasil foram adotadas novas leis para fomentar o uso da energia solar térmica. Algumas preveem a obrigatoriedade da implantação do sistema de aquecimento solar em edificações residenciais, industriais e comerciais, como é o caso da cidade de São Paulo. Em outras localidades, como Porto Alegre/RS e Belo Horizonte/MG, são oferecidos incentivos fiscais para estimular a adoção desses sistemas. “A nova lei trouxe um sensível aumento na demanda por aquecimento solar, não só no segmento residencial, mas também no segmento corporativo”, afirma Takata.

Independentemente das razões que motivam os consumidores atuais a investirem em equipamentos que reduzam o impacto ambiental de suas atividades, a única certeza que se tem é que esta é uma mudança de pensamento e de atitude extremamente necessária, urgente e benéfica para esta e as futuras gerações.